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sábado, 8 de setembro de 2012

AMOR



Ele coloca estrelas nos pensamentos dela a cada vez que pronuncia a palavra amor, a cada carícia que faz em seus cabelos, a cada abraço que seus olhos lhe dão. Ele coloca o céu em sua boca a cada beijo que as suas palavras inventam.
AílaSampaio

Na quietude do mar....


Ao abrir a porta pela manhã...
os felizes amantes sentem um
jorro de vivíssima luz juntamente
com um perfume doce de flor
acariciando seus narizes...
ouviam o bramir das ondas,
o sibilar do vento que agia como
um feiticeiro ébrio de alegria
fazendo dançar as espumantes
tranças das ondas.
Olham -se nos olhos e sentem
como tudo é belo
estavam extasiados....
O amor que sentem um pelo outro
é tão intenso
que desejavam permanecer ali
juntos...sozinhos
por toda a eternidade...
O ar era tão cheio de aromas
como devia ser aquele que
respiravam no edem de nossos
primeiros pais.
As aves marítimas cantava
e docemente massageavam
os ouvidos de ambos...
e olhando-se com ternura
e um amor desesperado e
profundo...
estão sós
reina o silencio
murmuram palavras
sem nexo...
estremecem e o desejo
toma conta...
seus corpos ardem
com o fogo da paixão
Fazem amor loucamente...
sobre a areia dourada...
e juram amor eterno....
entre sussurros
apaixonados....

vera portella

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Ventura da existencia

 
Ao olhar as águas serenas do rio
vejo cintilando um manto de estrelas
e a linda face da lua, coroada de névoas
e raios prateados...no silencio do momento
ouço o canto do sabiá da mata, escondido
na penumbra das árvores...
Bela noite inocente e pura.
Fico a ouvir o sussurro do rio
e a cantiga magoada,  dos pássaros
deixo-me voar, na correnteza da vida
como uma pétala solta, na torrente da chuva.
Penso,  que almas que amaram em vida
transformam-se em estrelas e raios de lua
para ensinarem, os que ainda vivem
o sagrado romance do amor...
O murmúrio das águas do rio parecem
palavras celestes, nos convidando
a amar e crer na ventura da existência...
Que seu amor tenha
mais valor,  do que uma folha seca
no copado arvoredo,  da mata...
Que não seja um fruto mirrado,
em um galho de mangueira abundante...

vera portella

domingo, 2 de setembro de 2012

Vertigens de alegria



Ser feliz é possuir asas de gaivotas
e ter alegrias de andorinhas...
ser simples e ainda assim...
construir castelos na cabeça nos poucos
momentos em que o silencio me rodeia
Crio na cabeça paraísos mágicos
minha alma voa como um pássaro
que foge da gaiola
Meu pensamento dança como uma borboleta
descuidada e me embalo numa
teia dourada de aspirações
Olho o mar tão liso,e o céu todo azul,
tal qual a consciência dos anjos.
Encontro pelo caminho,músicas
suspirosas e perfumes flutuantes
o divino poema da primavera.
Pela manhã e ao por do sol
um sabiá canta oculto nessa
confusão de folhagens e de perfumes.
Borboletas cortejam os lírios silvestres
mais felizes que nossas almas
mais calmos que nossos pensamentos
Minha alma se abre úmida pelo orvalho
da esperança como uma flor, a todas
as aspirações do amor e felicidade
tenho vertigens de alegrias e quisera voar
como fazem os pássaros sacudindo
as asas no clarão do sol do amor.
E assim acordo do sonho,olho pela janela
e retempero meus pensamentos
na cheirosa ondulação de baunilhas
e jasmins
que me vem do jardim
Ah...se estivesses aqui,
o tempo todo,ao meu lado,
seríamos os únicos habitantes deste paraíso
e sonhos povoariam nossas cabeças
e nossos corações...idênticos...

vera portella

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Anjo...

.
Fiquei olhando seu rosto enquanto dormias...
lindo, tranquilo como o de um menino.
tenho estado a seu lado a tanto tempo...
conheço seu respirar...seu jeitinho
de sorrir dormindo...
te olhando assim vejo toda
a pureza de tua alma...
A maneira carinhosa como
me puxas para perto de ti...
falando ...te amo...
continuas dormindo
e eu a te olhar com amor...
Sinto o quanto nosso amor
é verdadeiro...
durante o sono ouço suas palavras
...foi maravilhoso...e seus braços me procuram
Agora abres os olhos, sorri
e me beijas ardentemente...
Meu amor...sou tão feliz
Nada poderia mudar isso.
Estarei sempre ao teu lado
em nosso jardim encantado...
Com nossas poesias
nossos sonhos
nossa cumplicidade 
Meu poeta encantador
Razão de meu viver...
Nosso amor
 é para todo o sempre...

vera portella

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Inverno


Pálida e triste ergue-se a lua no céu invernoso
Um nevoeiro cinzento me gela a alma
numa cena desoladora
mal entardece e o silencio reina aos gritos..
Uma tempestade rugi em meu coração
trazendo com a saudade uma visão
deslumbrante...
Como uma estrela a face do céu,como
uma pluma...uma flor
uma recordação acridoce
Ouço o piu de uma ave
e um véu de tristeza
me invade...
Tomara o inverno passe logo...
A imaginação tem asas coloridas
e já consigo sentir...
após esse inverno tempestuoso
o incomparável frescor primaveril
A tempestade desfeita...
  minha alma  como um manto de
brumas a luz do sol...
e o colorido aromatizado das
flores da estação do amor...

vera portella

sábado, 25 de agosto de 2012

Sonho...



Ao olhar longe...
por esse azul do imenso mar
na solidão melancólica das ondas
ouvi o gemer lamentoso de uma ave
E com ela gemeu também
minha saudade...

A noite ouvi o clamor da coruja
e olhando para dentro de mim...
Vi minha saudade aos prantos por ti

Senti um frio paralisante...
Gritei...chorei...clamei...
Finalmente acordei... olhei...te vi
você está aqui...
te abracei com carinho...
voltei a dormir...