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quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Cintilando Luz

 
Contente, caminhava pela trilha
que leva até o mar...parando de vez
em quando para escolher nos cachos
de amoras as menos maduras ,avermelhadas,
rijas...Admirava as flores coloridas que
por entre as pedras ,cresciam como que por
milagre...o céu era de um tremulo azul celeste,
cheio de luz e ainda não havia sombras na terra.
Sua alma enchia-se de alegria.
Enquanto andava ,avistou uma fonte
e o barulho de seu caminhar
pôs em fuga as cotovias,muito mansas,
muito alegres ,que saltitavam nas pedras.
O sol erguia-se esplendido enchendo
dunas e campo, de joias, cintilando
num banho de luz.
Ouvia-se o chilrear dos pássaros ...
Agora...já se avistava o mar
Corria em direção a ele
presenciando um novo espetáculo
um mar de águas ,verde esmeralda
com suas ondas alvacentas e dançantes
que vinham beijar seus pés, na areia
cor do mais puro mel...
enquanto gaivotas enamoradas
bailavam no ar...
e gargalhavam felicidade...

vera portella



terça-feira, 30 de outubro de 2012

No silencio da noite!


Nunca o céu me parecera tão profundo,
as estrelas tão brilhantes
Um mundo misterioso desperta
a solidão e o silencio.
No ar toques leves,ruídos imperceptíveis,
como se ouvisse galhos crescerem,
relva repontar.
Ouço um grito longo e melancólico
vindo do lago que reluz mais abaixo.,
subindo ondulando até mim.
Neste momento uma bela estrela cadente
deslizou sobre minha cabeça
na mesma direção do grito
com se a queixa que eu acabara de ouvir
trouxesse consigo uma luz
Pensei comigo,deve ser
uma alma entrando no paraíso
Olhei encantada e vi muitas estrelas juntas
nunca tinha visto tantas ao mesmo tempo
seguiam em uma marcha silenciosa
dóceis, como em um enorme rebanho,
e por um momento tive a impressão
que uma dessas estrelas,a mais brilhante
extraviou-se e pousou em meu ombro.
No bosque a minha frente
percebi surpresa e maravilhada
centenas de alados plumosos
entoando suave melodia
e em um galho cantava
uma saracura empoleirada.
Nunca senti tanta paz
e tanto deslumbramento...

domingo, 28 de outubro de 2012

Arrefecer teu calor



Gostaria de ser a chuva
e deslizar pela tua face
ir de encontro aos teus lábios
para beijar-te
Gostaria de ser a chuva
e cair em teus ombros
e deslizar pelas tuas costas
Gostaria de ser a chuva
escorrer pelo teu corpo
másculo refrescando o teu desejo
gostaria de ser a chuva
que molha teu corpo e
levar junto comigo teu
cheiro
com minha paixão intensa
gostaria de ser a chuva
que molha o teu interior
e evapora-se no calor
desta nossa loucura
gostaria de ser a chuva
fraca ou muito forte
e cair sobre ti
e escorrer de prazer
Tu és o meu chão
que sedento me espera
me consome e me devora
gostaria de ser a chuva
que lava tua alma
e te encher de prazer

sábado, 27 de outubro de 2012

Obrigada Iara...nunca te esquecerei

 DEDICATÓRIA

À você que carrega a esperança ...
que cuida do seu jardim e o ama encantando ...
ouvindo o sussurro das águas nas pedras verdes...
Quando sentada na varanda, pode ouvir o canto dos pássaros
que espalham  sua algazarra por todas as suas flores ...
À você pessoa cheia de amor, coragem, paixão e força
que vê a magia surgir nas ondas do mar, na luz da lua ...
e me incentivou a escrever sobre o amor com todas as suas magias ...
Um dia, quero me aproximar de sua força...
de sua alegria, de sua paixão, novamente ...
e me guiar pela poesia, entendendo  você,
que luta sorrindo entre os sonhos, emoções e a realidade
que nunca desistiu de ver estrelas se confundindo com elas...
À você amiga que ficou num paraíso...
que nunca desistiu de lutar por si mesma, por sua luz interior ..
À você, até nos encontrarmos um dia ...
todo meu carinho e amizade!
        até lá, se cuide.
iara. 




 

QUIMÉRICO



Amo o homem que existe dentro de teu poema
Aquele romântico que descreves tão bem em teus versos
aquele que ama acima de tudo,aquele homem sensível
que ama flores ,pássaros e que jamais seria capaz de trair..
Aquele homem que ama intensamente
Que oferece flores
Que  gosta de jantar a luz de velas
O perfeito cavalheiro amoroso...
Amo aquele homem que insistes em apresentar
nos textos...
Falas de amor como se fora capaz de amar...
mostras uma imagem que não existe
falas sobre as mulheres como se as venerassem
Como se a respeitassem...as seduz...com palavras
que todas querem ouvir...sabes exatamente o
momento certo para a palavra certa.
No entanto ...a realidade é bem outra...
é exatamente o inverso...
Pobre de ti homem insensato..
nunca será amado de verdade
pois nunca tiveste a coragem de ser tu mesmo
Só te mostra verdadeiramente,quando pensas
já ter conquistado todos seus objetivos...
Mas na verdade nem sabes quem és....
Te perdeste nas mentiras...nos faz de conta...
Acreditas nas próprias ...
E quando já saciado no seu prazer...
Quando já sente-se absoluto,
Perturbado...deixa a face criada
cair por terra...e surge seu verdadeiro eu
Pobre de ti homem infiel...
Sua psicopatia fere....faz sangrar
Pobre de ti....homem sem amor
Seu beijo doce sangra....
Sua possessão aprisiona
Ah...doce ilusão...
que pena....
que pena...
Ah...pobre amor
da minha vida...
nunca conhecerá 
a verdadeiro
sentido do amor...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Presente da querida amiga Dorli (Lua Singular)

Um poema para ti Verinha



Deus quando criou o mundo, oscilou
Deu beleza total à Verinha e não exitou
Fez teus cabelos negros como a noite
Lisos e irrequietos como o ar inebriante

Teu sorriso destrói qualquer calamidade
Teu olhar é de mulher sensual, apaixonante
Teu carisma é de mulher total, é peculiar
Mulher que faz parar a guerra ao desfilar

Tua pele é alva como um iceberg que rolou
Para um oceano bravio de um verde azulado
Que alguém, com certeza, avistou e a salvou
Trazendo-a para terra firme e ficou abobado

Quem tem uma mulher como essa Verinha
Deverá ficar vinte e quatro horas a seus pés
Pois escultura em estupefação como esta
Escultor não a fará mesmo estando nos céus
Lua Singular
 
 
Querida Dorli!!
 Fico  emocionada e feliz com sua homenagem
Obrigada ,querida ,Do fundo do coração.

vera portella
 
 
 

Aíla Sampaio,escreveu... e eu amei

  ...

Como se




Conheço cada centímetro do teu olhar,
as cores todas do arco-íris
que ele desenhava
em meus cabelos,
quando teus dedos neles amanheciam
feito pássaros pousados.
Conheço cada milímetro do teu corpo,
as infinitas versões do amor
que desenhávamos
nos lençóis
e as das que ficaram para depois,
subtendidas nas promessas que não nos fizemos.

Olho-te  e sinto
como se te conhecesse desde sempre, 
como se te pertencesse de antigamente a minha história;
como se, saídos de dentro do tempo para o infinito,
 tivéssemos nos acolhido definitivamente,
depois de tantos séculos um do outro perdidos.

AílaSampaio