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sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Me demito....


venho através desta, apresentar oficialmente meu pedido de demissão da categoria dos adultos.
Resolvi que quero voltar a ter as responsabilidades e as ideias de uma criança de 8 anos, no máximo.

Quero acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.
Quero acreditar que tudo é possível.
Quero que as complexidades da vida passem despercebidas por mim, e quero ficar encantado com as pequenas maravilhas deste mundo...

Quero de volta uma vida simples e sem complicações.

Cansei-me dos dias cheios de computadores que falham,montanhas de papeladas, notícias deprimentes, contas a pagar, fofocas, doenças e,
Da necessidade de atribuir um valor monetário a tudo o que existe!!!
Não quero mais, ter que inventar jeitos para fazer o dinheiro chegar até ao dia do próximo vencimento.

Não quero mais ser obrigado a dizer adeus às pessoas queridas e, com elas, a uma parte da minha vida!
Quero ter a certeza de que DEUS está no céu, e de que por isso tudo está direitinho neste mundo...

Quero viajar à volta do mundo, num barquinho de papel que vou navegar numa poça deixada pela chuva.
Quero jogar pedrinhas na água,e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Quero achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade, porque podemos comê-las e, ficar com a cara toda lambuzada.

Quero ficar feliz quando amadurecer o primeiro morango, a primeira maçã ou, quando a cerejeira ficar cheiinha de frutos
Quero poder passar as tardes de verão, numa bela praia, construindo castelos na areia, e dividindo-os com meus amigos...
Quero achar que chicletes e gomas são as melhores coisas da vida!

Quero que as maiores competições em que eu tenha de entrar sejam um jogo de bola de trapos, ou uma corrida...
Quero voltar ao tempo em que tudo o que eu sabia, era o nome das cores, a tabuada, as cantigas de roda, a “Batatinha quando nasce...” e a “Ave Maria...”,
e que isso não me incomodava nadinha, porque eu não tinha a menor ideia de quantas coisas eu ainda não sabia.

Quero voltar ao tempo em que se era feliz, simplesmente porque se vivia na bendita ignorância da existência de coisas que podiam nos preocupar ou aborrecer...

Quero poder acreditar no poder dos sorrisos, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia.
Quero estar convencido, de que tudo isso...
Vale muito mais do que o dinheiro!

A Partir de hoje, isto é com vocês, porque eu estou me demitindo da vida de adulto.
Agora, se você quiser discutir a questão, vai ter de me pegar...
PORQUE A QUESTÃO ESTÁ COM VOCÊ!!!

E para sair da questão só tem um jeito:
Demita-se, você também dessa sua vida chata de adulto,
Mandando esta mensagem a todos os seus amigos, principalmente aos mais sérios e preocupados.
Claudia Lins

terça-feira, 9 de agosto de 2011


Renascimento


A chuva cai lá fora
persistente
molha a vida
insistente
rega a flor
prontamente
brota
faz renascer
Me alinho no tempo
aprumo no espaço
olho vidas
sinto
meço
ouço
toco
experimento
morro
Mas a chuva ainda cai lá fora
persistente
molha a vida
insistente
rega
prontamente
brota
me faz renascer.

Miguel

sábado, 30 de julho de 2011

sem tempo

.. Sem tempo para lidar com mediocridades. Não quero estar em lugares onde desfilam egos inflados. Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte... Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos". Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa.”

Rubem Alves

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Caminhei

Caminhei tanto.
E, no caminho,
Quando te buscava,
Pude ouvir o barulho da folha caindo,
A brisa batendo na grama,
Ouvi o canto dos pássaros,
A nuvem, andando no céu!
Mas, não te ouvi!
Apurei o ouvido no silêncio.
Pus meu coração em guarda.
E, senti!
Senti, mais que ouvi:
A flor se abrindo.
O rufar do sol nascendo.
A lua pálida
Em seu brilho de saudade.
Vi a grama bebendo o orvalho
Da noite.
E respondi ao teu coração:
Aqui estou!
Nos achamos, enfim!
Caminhamos.
Caminhastes.
Caminhei.
E, eis quando já não
Esperavas,
Surges
Em forma de
Um novo amanhecer!

quinta-feira, 14 de julho de 2011

O Quarto

O Quarto

Aqui foi o nosso mundo

Foi o céu a terra e o mar

Sofremos, rimos e amamos aqui.

Aqui nossos planos e segredos eram desvendados

E nosso destino era traçado.

Lá fora nada importava.

Nessas quatro paredes vivemos momentos tão sublimes,

Que toda uma vida não conta.

Quando entro nesse quarto,fechos olhos e relembro;

Sinto que alguma coisa me invade...

Parece que o amor ficou retido nesse cubículo.

A cama se abre triste e vazia diante de mim

Como a perguntar por onde andas.

A janela que lança as luzes para o interior.

Desanima- se ao ver que não te encontra.

A mesa anciosa para receber seus pertences,

Decepciona-se ao ver que não viestes.

As paredes que tinham ouvidos para os teus gemidos,

Hoje são frias e sem cores sem o teu calor

A brisa doce que envolvia nosso pecado,

Perde-se ao sentir que não voltastes.

E eu por não poder suportar tanta dor fecho a porta

E vou-me embora.




VP